Muitas coisas nesse mundo, ou vida, se posso dizer assim, sendo que vivi tão pouco ainda, me são estranhas e parecem perder o sentido. Quando era pequena gostava de repetir uma palavra até que ela perdesse o sentido. Já fez isso? Já tentou falar uma única palavra várias e várias vezes até que seus ouvidos se acostumem de tal maneira que a mesma perca completamente o sentido, chegando ao ponto de você imaginar quem a inventou, da onde veio, qual sua origem e porque existe? Quem foi o primeiro a usá-la? Sentido. Sentido, sentido, sentido, sentido, sentido, sentido, sentido, sentido, sentido, sentido... sentido... sentido... sen-ti-do. Sentido. Não faz o menor sentido.
Aliais isso, tudo isso, tenho notado já faz algum tempo, não faz o mínimo sentido. Nada. Minhas manhãs, minhas tardes, minhas noites e o que dirá minhas madrugadas mal dormidas. Noites cercadas de sonhos, cujas pessoas pesam no meu inconsciente. Ridículo é ter a consciência pesada antes mesmo de ter feito algo para tal, e mais ridículo ainda é me cobrar por algo que quem deveria não cobra. Já precisou dormir para se escutar? Eu já. Todas as noites.
Não faz sentido esse sentimento. Isso, que nunca senti em toda a minha vida. Isso, que sufoca, que trás essa angustia sem fim e me trás a pergunta de como as pessoas podem viver com isso? Como conseguem, como podem, como? Por que trás tanta raiva? Por que trás tanto desconforto? Como pode alguém querer isso para si? Como pode alguém querer isso para outro? Não desejo nem para meu pior inimigo, isso. Não consigo admitir que venha como uma continuação de algo que já senti outras vezes, pois nunca foi isso.
Talvez a verdade é que isso faz mais sentido do que imagino, do que quero que faça, do que pensei que um dia faria. Nunca estive em tal situação e nunca quis tanto estar nela, muito menos, quis tanto sair. Como incomoda. Como perturba. Como pode um simples nome... substantivo, artigo, adjetivo, enfim, uma simples palavra trazer tal sentimento, que poder é esse e quem lhe conferiu? Fui eu.
Fui eu que lutei por isso, fui eu que nunca entendeu isso, não quis entender, nunca me dei ao trabalho de entender. E o que é pior, sempre fui a primeira a apontar o dedo na cara do que ousasse admitir tamanha insegurança, imaturidade, domínio. Poder. Nunca encontrei o que me fizesse entender, ou querer entender. Nunca encontrei o que me fizesse conhecer isso. Nunca fui insegura, nunca quis esse querer, nunca quis o poder, nunca precisei possuir. Fomos a pouco apresentados e não vejo a hora que saia da minha vida, me deixe dormir novamente sem sonhos abstratos e proféticos, tomar um banho longo e sem dor.
Tudo isso que não tem sentido, também não tem lógica. A lógica vem quando o que acontece tem um porque, um objetivo, um motivo. Não tenho porque me cobrar, porque possuir, porque me incomodar, porque me preocupar, porque sonhar, porque pensar. Por que? Meu objetivo, tecnicamente, não pode ser alcançado, pois não é meu de verdade. Meu motivo... não faço a mínima idéia. Isso tem lógica? Lógica. Lógica, lógica, lógica, lógica, lógica, lógica, lógica, lógica, lógica, lógica, lógica, lógica... lógica... lógica... ló-gi-ca. Lógica. Lógica perde o sentido mais rápido que o próprio sentido, mas tem o mesmo tanto de sílabas. E me parece a única lógica desse possível sentido, ou pelo menos, a única que posso encontrar agora, que me permito aceitar.
*Mentiras - Adriana Calcanhoto*
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Nem sei mais...
É dificil guarda tanta coisa dentro de uma mente que não tem mais lugar pra nada. Tenho que escrever porque talvez isso, esse aperto desconfortável e pertubador, finalmente passe.
Tá tudo no pacote, a preocupação, o carinho, o afeto, a saudade, a agonia, a vontade... Tudo numa coisa só. Um pacote que eu não encomendei mas que chegou até mim. Não dá pra agora simplismente fingir que não amo mais, que não me importo, e ainda, que vou ficar bem sem. Por que o amor faz isso com a gente? Por que doi tanto abandonar alguém que a gente ama? Mesmo que seja uma dor necessária. Quase um alivio... E se a gente sabe que doi tanto, por que querer cobrar isso de outra pessoa? Talvez porque é dificil aguentar essa agonia de deixar a vida rola, sem controle, sem uma direção certa. Essa agonia que não me deixa mais controlar minhas pernas, meus braços, minha mente, minha boca, meu coração e as borboletas que moram no meu estomago.
Por que julgar quem cobra a gente, sendo que... cobramos de alguém pelo simples fato de esperar algo dela. Algo que surpreenda, que emocione, que prove, ou que de uma pista que a confusão é um via de duas mãos.
Nem sei mais o que eu to sentindo, não sei mais pelo que eu to lutando... por quem. Nem sei mais se vale a pena, se merece, se tem tudo pra dar certo ou errado. Eu queria poder colocar toda a minha vida numa mesa e ai eu poderia montar o quebra-cabeça que está com alguma peça trocada e eu não sei qual. Seria tão mais fácil saber quem ama a gente pra poder amar aquela pessoa também, sem medo, amar de verdade.
Eu acho que sou covarde. Perdi a confiança nas pessoas ao mesmo tempo que ainda espero que elas me provem o contrário. Quase imploro pra que elas implorem minha confiança novamente. Perdi a fé pelo meu senso de amizades, de tolerancia, porque quando cresci descobri que nada é como a gente pensa. Nem sei mais se eu sou quem pensava que era.
*Sutilmente - Shank*
Tá tudo no pacote, a preocupação, o carinho, o afeto, a saudade, a agonia, a vontade... Tudo numa coisa só. Um pacote que eu não encomendei mas que chegou até mim. Não dá pra agora simplismente fingir que não amo mais, que não me importo, e ainda, que vou ficar bem sem. Por que o amor faz isso com a gente? Por que doi tanto abandonar alguém que a gente ama? Mesmo que seja uma dor necessária. Quase um alivio... E se a gente sabe que doi tanto, por que querer cobrar isso de outra pessoa? Talvez porque é dificil aguentar essa agonia de deixar a vida rola, sem controle, sem uma direção certa. Essa agonia que não me deixa mais controlar minhas pernas, meus braços, minha mente, minha boca, meu coração e as borboletas que moram no meu estomago.
Por que julgar quem cobra a gente, sendo que... cobramos de alguém pelo simples fato de esperar algo dela. Algo que surpreenda, que emocione, que prove, ou que de uma pista que a confusão é um via de duas mãos.
Nem sei mais o que eu to sentindo, não sei mais pelo que eu to lutando... por quem. Nem sei mais se vale a pena, se merece, se tem tudo pra dar certo ou errado. Eu queria poder colocar toda a minha vida numa mesa e ai eu poderia montar o quebra-cabeça que está com alguma peça trocada e eu não sei qual. Seria tão mais fácil saber quem ama a gente pra poder amar aquela pessoa também, sem medo, amar de verdade.
Eu acho que sou covarde. Perdi a confiança nas pessoas ao mesmo tempo que ainda espero que elas me provem o contrário. Quase imploro pra que elas implorem minha confiança novamente. Perdi a fé pelo meu senso de amizades, de tolerancia, porque quando cresci descobri que nada é como a gente pensa. Nem sei mais se eu sou quem pensava que era.
*Sutilmente - Shank*
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