É dificil guarda tanta coisa dentro de uma mente que não tem mais lugar pra nada. Tenho que escrever porque talvez isso, esse aperto desconfortável e pertubador, finalmente passe.
Tá tudo no pacote, a preocupação, o carinho, o afeto, a saudade, a agonia, a vontade... Tudo numa coisa só. Um pacote que eu não encomendei mas que chegou até mim. Não dá pra agora simplismente fingir que não amo mais, que não me importo, e ainda, que vou ficar bem sem. Por que o amor faz isso com a gente? Por que doi tanto abandonar alguém que a gente ama? Mesmo que seja uma dor necessária. Quase um alivio... E se a gente sabe que doi tanto, por que querer cobrar isso de outra pessoa? Talvez porque é dificil aguentar essa agonia de deixar a vida rola, sem controle, sem uma direção certa. Essa agonia que não me deixa mais controlar minhas pernas, meus braços, minha mente, minha boca, meu coração e as borboletas que moram no meu estomago.
Por que julgar quem cobra a gente, sendo que... cobramos de alguém pelo simples fato de esperar algo dela. Algo que surpreenda, que emocione, que prove, ou que de uma pista que a confusão é um via de duas mãos.
Nem sei mais o que eu to sentindo, não sei mais pelo que eu to lutando... por quem. Nem sei mais se vale a pena, se merece, se tem tudo pra dar certo ou errado. Eu queria poder colocar toda a minha vida numa mesa e ai eu poderia montar o quebra-cabeça que está com alguma peça trocada e eu não sei qual. Seria tão mais fácil saber quem ama a gente pra poder amar aquela pessoa também, sem medo, amar de verdade.
Eu acho que sou covarde. Perdi a confiança nas pessoas ao mesmo tempo que ainda espero que elas me provem o contrário. Quase imploro pra que elas implorem minha confiança novamente. Perdi a fé pelo meu senso de amizades, de tolerancia, porque quando cresci descobri que nada é como a gente pensa. Nem sei mais se eu sou quem pensava que era.
*Sutilmente - Shank*