quarta-feira, 1 de junho de 2011

Entenda-me se for capaz

Volta pra mim! Espere, fique ai, exatamente onde está. Não vá embora, eu ainda preciso de você e não estou pronta para te deixar partir! Ou não volte, não estou pronta para seu retorno! Presente ou não na minha vida, quase não faz mais diferença, quase! Vá embora! Eu te quero tanto! Não te espero mais. Eu te amo! Não sinto absolutamente nada. Estou completamente e irremediavelmente apaixonada por ti! É pura atração física! Aquele friozinho na barriga de ler suas palavras ainda existe. Não me esconda seus segredos. Venha mudo e não me dirija a palavra, apenas me toque! Me conte seu dia... Me abrace e sussurre em meu ouvido, o que espera de mim? Não quero seu corpo, só seu espírito e sua presença. Espero de ti nada mais que o prazer! Está tão longe e não sai da minha vida! Está tão perto e parece que não nos encontraremos mais... Está ao meu lado, presente, obrigada! Pode ir, não sentirei nenhuma dor, me acostumei com sua ausência. Se for, levará contigo o pouco que resta de mim!


1... 2... 3... 4... ... ... 5?? 4.
Sinto uma dor nunca sentida. Minha alma quer se dividir em tantos substantivos próprios e impróprios... sim, é isso! Substantivos impróprios! A estrela, o carro, o chaveiro, o cinema, o piano, a cama, o computador, o caixão (?), o bichinho de pelúcia, a bíblia, o caderno, o livro, o blog, o flog, o videolog, a caixa de e-mails, o msn, o twitter, o facebook, o orkut, o apartamento, a música, as cartas, o cemitério, os segredos, a infância, a adolescência, o amadurecimento, o jogo... Estou me cansando do jogo. Não quero mais brincar! Está na hora de ir dormir... Quero fechar meus olhos e sentir o vento batendo no meu rosto e ter a certeza de não afetar mais ninguém. Ah, como é doce a solidão temida e amarga. Mas preciso, ao abrir meus olhos e esticar meus braços, preciso ao virar meu corpo, que você esteja lá. Não é mais minha única saída. Acho que nunca foi... Mas eu quero. Não, preciso. Quero. Não preciso.

Onde está você? Antes eu olhava para baixo e te via bem ali. Quase tropecei em você diversas vezes. Pisei sem querer, ou não. Mas agora... Onde está? Ao meu lado. Atrás de mim? Nunca! A minha frente, de certo. Espremo meus olhos para ver de longe sua silhueta. Parecem tanto! Será essa a resposta? Será a semelhança e não a diferença? Como somos diferentes e não imagino ninguém tão igual a mim.

Ei, deixe de ser orgulhoso... Diga que me ama e que também me quer! Deixe de ser orgulhoso... Peça desculpas e volte pra mim! Tenha o mínimo de amor próprio para saber que não te quero, te uso e vá embora! Pegue esse seu orgulho que em algum momento guardou na gaveta, e use-o novamente, isso te ajudará a entender! Não me esqueça, tá? Por favor, me prometa... Não me esqueça! Promete que vai me deixar? Feche a porta ao partir. Venha e se aconchegue junto a mim e seu cobertor favorito. Não pode me entender. É a única pessoa que não preciso explicar... Estou confusa e é um direito meu! O que é pior? Sentir falta de alguém sabendo que ela também sente a sua, ou sentir falta de alguém que não se lembra de ti? Ou pior... Se lembra, mas também não faz diferença!

Alguém, por favor, feche as portas do inferno!!!


*Aos garotos de aluguel – A Banda Mais Bonita da Cidade*