Sou uma mulher como qualquer outra, exceto pelo fato de ter 32 anos, ainda viver com os pais, não ter um namorado e trabalhar de telemarketing seis vezes por semana ganhando uma miséria e ser totalmente excluída de uma possível vida social. Acordei decidida. Minha vida ia de mal a pior e eu precisava, no mínimo, sair de casa, pois já não me sentia bem ali.
Juntei todas as minhas economias, incluindo o porquinho de porcelana que ganhei com 15 anos da minha tia, e procurei por um apartamento. O que encontrei foi um pequeno conjunto de prédios, muito simples, que se encontravam na divisa de São Paulo e Diadema. Meu dinheiro mal dava para manter o apartamento, muito menos uma bela mobília. Quando sai de casa carreguei comigo minha cama, meu computador e meu rádio, para a infelicidade do meu novo vizinho.
Sempre gostei de escutar músicas de trilhas de novelas e cantar junto com elas. Isso me acalmava e fazia me esquecer da minha não bem sucedida vida. Morar sozinha deveria facilitar meu “hobbie”, mas eu não sabia que tipo de vizinhança teria. Meu vizinho de baixo batia com algo no meio da minha sala toda vez que algum som um pouco mais alto fosse feito. Isso incluía minhas músicas, meu canto e até mesmo a máquina de lavar velha que comprei de segunda mão. Descobri seu nome um dia, por acaso, quando uma conta de telefone chegou por engano na minha porta. Ele se chamava Gustavo e eu não fazia a mínima ideia de como era sua aparência.
Assim como minha cama e meu rádio, meu computador era extremamente velho. Do tipo que você liga quando sai de casa e ao voltar, de noite, do trabalho ele está finamente pronto para ser usado. Hoje em dia poucas coisas ainda funcionam em um “Windows 98”, como por exemplo, o Word e o Paint. Resolvi pagar pelo pacote mais barato de internet, para quem sabe, conseguir voltar de alguma maneira a minha vida social.
Um dia resolvi olhar meus e-mails, e enquanto esperava que minha caixa de entrada fosse carregada (Tempo suficiente para um banho.), reparei no canto da tela um link para bate-papo. Fazia tanto tempo que eu não ouvia falar disso que resolvi entrar. E ai tudo aconteceu.
Conheci Roberto. Ele era simplesmente perfeito. Loiro, alto, peso ideal, morava em São Paulo, trabalhava com vendas, era bem sucedido. Um poeta. Me escrevia coisas lindas e dizia que imaginar como seria olhar para meus olhos o inspirava. Me dizia que mal podia esperar para sentir meu cheiro, meu beijo, meu corpo. Quanto mais conversava com ele, mais feliz e apaixonada eu ficava. Tinha sentido cantar novamente, pular, sorrir. E a cada dia meu vizinho reclamava mais pelo barulho, mas eu o ignorava.
Eu poderia passar o dia inteiro na frente do computador falando com Roberto. Com ele as horas voavam. Ele era uma espécie de príncipe encantado. Meu sonho realizado. Resolvemos nos encontrar. Eu deveria ir de vestido vermelho e ele com uma calça preta e uma camisa verde, para combinar com a cor de seus olhos.
Cheguei no restaurante um pouco antes do horário combinado. Eu gostava da espera, da surpresa, da adrenalina, porque era assim que me sentia enquanto esperava pelas suas respostas no computador. Olhei para a porta e acompanhei a entrada de um ruivo, de estatura mediana, com uma pequena barriga que estava coberta pela camisa verde. Ruivo não é loiro, pensei, ele também não era alto e estava um pouco acima do peso.
Sim, era Roberto. Passei os primeiros dez minutos de nosso encontro tentando convencer a mim mesma que a aparência não importava, e que ele havia mentido talvez por medo de ser rejeitado. Porém outras coisas começaram a me chamar a atenção. Os poemas não eram tão bonitos agora falados com aquela voz fina e meio anazalada. Tentei conversar sobre algo mais cotidiano e ele me revelou que não morava mais em São Paulo e sim na divisa, em um predinho simples que ele havia comprado com o dinheiro das vendas. Vendas de bombons feitos por sua irmã. Foi ai que notei que seus olhos eram mel com um pequeno contorno esverdeado que, tenho quase certeza, eram reflexo de sua camisa.
Ele me falou sobre sua família e no meio da conversa comentou que seu nome não era Roberto. Como na sala em que conversávamos já existia alguém com seu nome ele se via obrigado a usar o nome do pai. Perguntei em uma última tentativa de não me decepcionar, qual era seu nome. Ele me respondeu: Gustavo. Por um momento eu congelei, senti um grande frio na barriga, mas me obriguei a ter certeza. “Como é sua vizinhança?”, lhe perguntei. Ele contou que era calma, exceto por uma histérica que havia se mudado a pouco tempo para o apartamento de cima, e que adorava cantar a plenos pulmões com sua voz desafinada. Eu me calei o resto da noite. Terminei meu assado e voltei para casa.
Hoje, quando voltei do trabalho, encontrei a lista que fiz noite passada, ao lado do monitor. Nela escrevi muitos motivos e desculpas para que não pudéssemos mais nos ver. Entrei na conhecida sala de bate-papo, e comecei a conversa agradecendo pelo jantar. Eu não vou terminar nosso caso, não posso acabar com meu sonho. Eu sabia quem ele era, mas ele não precisaria saber quem eu era.
Prefiro Roberto. É um nome forte, clássico, mais bonito. Faz vinte minutos que ele me mandou a última resposta, pois tinha que preparar o jantar. Pelo cheiro imagino que seja carne de panela. Não me importa quem ele é de verdade, e sim a adrenalina da espera, seus poemas e a rotina de suas doces palavras na tela do meu antigo computador. Preciso disso, preciso dele porque o amo. Eu o amo. Eu o amo no mundo de faz de conta, no mundo virtual, porque de realidade, basta minha vida.
*Alma Gêmea - Fábio Jr.*
domingo, 19 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Certeza sobre o incerto...
A cada suspiro meu
em meus pensamentos despertará
a pura essência do teu eu
um dia inteiro viverá.
Tua vida é o meu viver.
Tua alma é o meu amar.
Penso em sons, mãos a escrever.
Em teu louvor começo a cantar!
Como é possível alguém
em seu caminhar determinado
que seu olhar ao horizonte mantém,
ao te ver, ficar desconcertado?
Como é possível alguém
que sinto sempre do meu lado
ao mesmo tempo me levar ao além
ao mesmo tempo me levar ao passado?
Como é possível alguém
com quem converso tão pouco
poder me conhecer tão bem
sem achar que sou um louco?
Como é possível alguém
me dar certeza sobre o incerto
vendo o racional incerto, e também
sentindo que se tornará certo?
Esse é o momento certo
que minha vida agora se encontra.
Onde aclamo por estar perto.
Onde me afasto por estar contra.
Esse é o momento incerto
que a cada passo me aproximo.
Pelo sensível me completo.
Pelo inteligível, me oprimo.
Sendo guiando pela minha fé
Vejo agora essa incerteza certa:
Certa por sentir, sem ver, que é;
Mas por ver, sem compreender, vira incerta.
Minha cabeça está conturbada,
Assim como o último verso.
Porém, sei que isso não é nada
Comparado aos segredos do universo.
Creio que viverei assim
Seis meses ou mais, quem se importa!
Mas há de chegar o fim,
a resposta chegará a minha porta!
Unirei os três tempos em um.
Os quatro elementos irão se fundir.
O universo presenciará algo incomum
E com isso, irá se expandir!
Virarei herói, sábio, guerreiro,
se precisar até um humano!
Para poder gritar ao mundo inteiro
O quanto eu te amo!
Autor: Um Amigo
*Everything - Michael Bublé*
em meus pensamentos despertará
a pura essência do teu eu
um dia inteiro viverá.
Tua vida é o meu viver.
Tua alma é o meu amar.
Penso em sons, mãos a escrever.
Em teu louvor começo a cantar!
Como é possível alguém
em seu caminhar determinado
que seu olhar ao horizonte mantém,
ao te ver, ficar desconcertado?
Como é possível alguém
que sinto sempre do meu lado
ao mesmo tempo me levar ao além
ao mesmo tempo me levar ao passado?
Como é possível alguém
com quem converso tão pouco
poder me conhecer tão bem
sem achar que sou um louco?
Como é possível alguém
me dar certeza sobre o incerto
vendo o racional incerto, e também
sentindo que se tornará certo?
Esse é o momento certo
que minha vida agora se encontra.
Onde aclamo por estar perto.
Onde me afasto por estar contra.
Esse é o momento incerto
que a cada passo me aproximo.
Pelo sensível me completo.
Pelo inteligível, me oprimo.
Sendo guiando pela minha fé
Vejo agora essa incerteza certa:
Certa por sentir, sem ver, que é;
Mas por ver, sem compreender, vira incerta.
Minha cabeça está conturbada,
Assim como o último verso.
Porém, sei que isso não é nada
Comparado aos segredos do universo.
Creio que viverei assim
Seis meses ou mais, quem se importa!
Mas há de chegar o fim,
a resposta chegará a minha porta!
Unirei os três tempos em um.
Os quatro elementos irão se fundir.
O universo presenciará algo incomum
E com isso, irá se expandir!
Virarei herói, sábio, guerreiro,
se precisar até um humano!
Para poder gritar ao mundo inteiro
O quanto eu te amo!
Autor: Um Amigo
*Everything - Michael Bublé*
sábado, 11 de setembro de 2010
Um dia você aprende que...
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto,plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."
WILLIAN SHAKESPEARE
*Paciência - Lenine*
E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto,plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."
WILLIAN SHAKESPEARE
*Paciência - Lenine*
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Desabafo
ATENÇÃO: Esse texto foi escrito em um momento de fúria. Contem palavras irônicas, sarcásticas e sem medidas. Pode causar risos, dores, decepção, surpresa, profundas mágoas, estranhas paixões ou nada.
É realmente impressionante o quanto uma pessoa tão insignificante pode afetar nossa vida. E mais do que isso, é impressionante o quanto a vida de algumas pessoas pode ser monótona, desinteressante e até mesmo inútil.
De todos os contos de fada que sonhei, ou sonho, e de todas as princesas delicadas e bondosas que já se contou histórias a que chega mais perto de mim, sem dúvidas, é a Fiona. E olha que estou falando da parte do ogro! Afinal me escondo ao escurecer para não mostrar minha verdadeira face, escondo minha parte feia, minha maldição, e porque não de quebra, sacrifico um amor por isso. Sou capaz de ficar com o baixinho, cruel, e bonitinho príncipe porque não posso assumir que amo ao ogro. Posso passar anos presa no alto de uma torre esperando para ser resgatada e no final me tornar grande amiga do meu dragão e derrotar, sem maiores problemas, os inimigos que aparecem no caminho ao castelo.
Enfim, me passo por fraca, sensível e delicada. Não que eu não seja, mas como ouvi uma vez de um amigo “mocismo tem limite!”. É, o meu tem mesmo. Ficar engolindo o próprio veneno e ficar medindo palavras para não piorar as coisas, não magoar as pessoas ou para não causar situações, digamos complicadas, está começando a me cansar. Palavras e atos não são medidos para me atingir, me magoar ou me machucar. A falta do tal “simancol” anda geral! Parentes, amigos, colegas, conhecidos e um estranho na rua que me disse que eu deveria perder alguns quilos.
Engolir sapos faz parte de qualquer relacionamento com grande convivência, mas to ficando cansada de segurar minha risada “porque cansou” e de contra peso agüentar risadas “porque são assim mesmo, o que se pode fazer?”. O que vale para mim vale para os outros... e vice versa.
Não vou, obviamente, perder o meu tempo fuçando a vida alheia e procurando coisas que posso juntar a minha ignorância e meus “achismos”, construir fortes babados, e sair por ai contando a quem tem ouvidos porque, afinal, tenho mais o que fazer. Mas também não pretendo ficar segurando minhas opiniões e esperando o dia que a santa verdade cairá dos céus e que tudo ficará bem e claro como água cristalina.
Tudo o que consegui até agora, sendo uma boa menina, foram amizades rompidas, falsas promessas, desconsideração, desinteresse, falta de respeito e, pra finalizar, mentiras e mais mentiras. Devo ser bem burra mesmo! Feia, idiota, desocupada ou no mínimo tenho a cara de tudo isso. E esqueci da parte de ser incapaz de cuidar da minha própria vida, que aliais é fácil, tranqüila e sem maiores problemas. Além de ser super interessante já que tem tanta gente pra assistir de camarote e pronto para dar suas úteis opiniões e fáceis resoluções a qualquer momento, eu precisando e querendo ou não.
Tem gente que é mesmo digno de pena. Que outro sentimento podemos sentir não é mesmo? Deve ser chato, triste ter uma vidinha monótona. Devem precisar realmente falar mal e rebaixar as outras pessoas para se sentirem alguém. Complexo de inferioridade é foda! Ou então é muito ego, né? Espero que de tanto inflarem um dia explodam em pequenas partículas de hipocrisia. Nossa, será que foi assim que o mundo foi criado?
Não sou do tipo que culpa e acha que tudo é inveja, mas em falta de capacidade e autoconfiança eu acredito. Ser mal amado e não querido também deve ser horrível. Se incomodar e precisar de um convite para sair com pessoas que nem são tudo isso para se sentir “por dentro” deve ser mesmo humilhante. É de incomodar qualquer um! Ter que se limitar e ter tudo só entre aquelas paredes e não entender que existe vida fora daquilo, deve ser difícil. Eu não queria, não quero, ser assim!
“Gives you hell – The All-American Rejects”
É realmente impressionante o quanto uma pessoa tão insignificante pode afetar nossa vida. E mais do que isso, é impressionante o quanto a vida de algumas pessoas pode ser monótona, desinteressante e até mesmo inútil.
De todos os contos de fada que sonhei, ou sonho, e de todas as princesas delicadas e bondosas que já se contou histórias a que chega mais perto de mim, sem dúvidas, é a Fiona. E olha que estou falando da parte do ogro! Afinal me escondo ao escurecer para não mostrar minha verdadeira face, escondo minha parte feia, minha maldição, e porque não de quebra, sacrifico um amor por isso. Sou capaz de ficar com o baixinho, cruel, e bonitinho príncipe porque não posso assumir que amo ao ogro. Posso passar anos presa no alto de uma torre esperando para ser resgatada e no final me tornar grande amiga do meu dragão e derrotar, sem maiores problemas, os inimigos que aparecem no caminho ao castelo.
Enfim, me passo por fraca, sensível e delicada. Não que eu não seja, mas como ouvi uma vez de um amigo “mocismo tem limite!”. É, o meu tem mesmo. Ficar engolindo o próprio veneno e ficar medindo palavras para não piorar as coisas, não magoar as pessoas ou para não causar situações, digamos complicadas, está começando a me cansar. Palavras e atos não são medidos para me atingir, me magoar ou me machucar. A falta do tal “simancol” anda geral! Parentes, amigos, colegas, conhecidos e um estranho na rua que me disse que eu deveria perder alguns quilos.
Engolir sapos faz parte de qualquer relacionamento com grande convivência, mas to ficando cansada de segurar minha risada “porque cansou” e de contra peso agüentar risadas “porque são assim mesmo, o que se pode fazer?”. O que vale para mim vale para os outros... e vice versa.
Não vou, obviamente, perder o meu tempo fuçando a vida alheia e procurando coisas que posso juntar a minha ignorância e meus “achismos”, construir fortes babados, e sair por ai contando a quem tem ouvidos porque, afinal, tenho mais o que fazer. Mas também não pretendo ficar segurando minhas opiniões e esperando o dia que a santa verdade cairá dos céus e que tudo ficará bem e claro como água cristalina.
Tudo o que consegui até agora, sendo uma boa menina, foram amizades rompidas, falsas promessas, desconsideração, desinteresse, falta de respeito e, pra finalizar, mentiras e mais mentiras. Devo ser bem burra mesmo! Feia, idiota, desocupada ou no mínimo tenho a cara de tudo isso. E esqueci da parte de ser incapaz de cuidar da minha própria vida, que aliais é fácil, tranqüila e sem maiores problemas. Além de ser super interessante já que tem tanta gente pra assistir de camarote e pronto para dar suas úteis opiniões e fáceis resoluções a qualquer momento, eu precisando e querendo ou não.
Tem gente que é mesmo digno de pena. Que outro sentimento podemos sentir não é mesmo? Deve ser chato, triste ter uma vidinha monótona. Devem precisar realmente falar mal e rebaixar as outras pessoas para se sentirem alguém. Complexo de inferioridade é foda! Ou então é muito ego, né? Espero que de tanto inflarem um dia explodam em pequenas partículas de hipocrisia. Nossa, será que foi assim que o mundo foi criado?
Não sou do tipo que culpa e acha que tudo é inveja, mas em falta de capacidade e autoconfiança eu acredito. Ser mal amado e não querido também deve ser horrível. Se incomodar e precisar de um convite para sair com pessoas que nem são tudo isso para se sentir “por dentro” deve ser mesmo humilhante. É de incomodar qualquer um! Ter que se limitar e ter tudo só entre aquelas paredes e não entender que existe vida fora daquilo, deve ser difícil. Eu não queria, não quero, ser assim!
“Gives you hell – The All-American Rejects”
Assinar:
Postagens (Atom)