domingo, 22 de maio de 2011

Irrelevante - NEOQETA

Meu amor
Essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor
Cabe três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Sinto neste momento um profundo nojo de mim mesma por fazer deste blog um diário. Mas onde mais eu escreveria? Quem me ouviria? Passei anos falando de você, sobre você... me segurando para não ir atrás e te perguntar o que eu fiz? Porque saiu da minha vida assim? Não foi justo! Eu não merecia esse abandono. Tenho raiva de você! Me magoou de um jeito que... que a cada sinal de vida que recebo de você faz  eu continuar minha vida mais tranquila, que eu te perdoaria independente de tudo e qualquer coisa que fizesse, que eu não consigo achar alguém para te substituir. Você saiu da minha vida, mas ficou marcado na minha história.

Você não é bem vindo agora. Você atrapalharia todos os meus planos e tudo o que eu tenho feito, buscado e esquecido. Você traria medos que deixei de sentir a muito custo de volta, traria minha dependência. Você não é bem vindo agora, então por favor volte! Volte pra mim... pra nós! Sentimos tanto a sua falta!

Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Não volte pro mundo onde você não existe
Não volte mais
Não olhe pra trás
Mas não se esqueça de mim não
Não me lembre que o sol nasce no leste e no oeste morre depois
O que acontece é triste demais
Pra quem não sabe viver pra quem não sabe amar

Não volte pra casa meu amor que a casa é triste
Desde que você partiu nada existe
Então não adianta voltar
Acabou o seu tempo acabou o seu mar acabou seu dia
Acabou, acabou

Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada

*A Banda Mais Bonita da Cidade*

domingo, 1 de maio de 2011

...

Não sou de escrever poesia
Mas me deu um desejo imenso de tentar
Eu prometi que te contaria
Mas a promessa tá difícil de sustentar

Posso ouvir de tantos lados
Que você não me merecia
Mas estou de pulsos atados
E quem não estaria?

Posso ouvir de tantas bocas
Que você não me queria
Foram tentativas tão bobas
Das quais jamais me arrependeria

As respostas que buscava
Estaria nos meus sonhos, talvez
Mas encontrei em quem menos esperava
A certeza que me apaixonei mais uma vez


“Tá certo que o nosso mau jeito foi vital pra dispensar o nosso bom; O nosso som pausou. E por tanta exposição a disposição cansou. Secou da fonte da paciência e nossa excelência ficou lá fora. Solução é a solidão de nós. Deixe eu me livrar das minhas marcas, deixe eu me lembrar de criar asas, deixa que esse verão eu faço só. Deixa que esse verão eu faço só; Deixa que nesse verão eu faço sol.

Só me resta agora acreditar, que esse encontro que se deu não nos traduziu melhor. A conta da saudade quem é que paga? Já que estamos brigados de nada; Já que estamos fincados em dor. Lembra, o que valeu a pena foi nossa cena não ter pressa pra passar.”


O Teatro Mágico

*Preciso dizer que te amo - Cazuza*