Eu acredito que sou idiota. Eu acredito em uma energia maior. Eu acredito na humanidade. Eu acredito em astronomia. Acredito em ação e conseqüência. Eu acredito na felicidade, na certeza, na fé e na esperança. Mas também acredito em auto-preservação, no medo, na tristeza e principalmente na saudade. Acredito no amor, por mais absurdo que pareça. Acredito em finais de filme, de livros e de contos. Acredito no arrependimento. Eu acredito em contradições. Acredito que o bem e o mau são melhores amigos – inseparáveis – e às vezes brincam de trocar suas máscaras em determinadas situações e dependendo das pessoas envolvidas. Eu acredito em destino. Eu acredito em fadas!
Não acredito mais na minha inocência. Não acredito em vingança, nem em inveja. Não acredito em Deus e Diabo, céu e inferno. Não acredito que o tempo volta. Não acredito em hiperatividade. Não acredito em doenças físicas. Não acredito em final de novela. Não acredito em desculpas que não chegam nos olhos. Não acredito em políticos. Não acredito na solidão. Não acredito em auto-controle. Não acredito que existam mudanças sem dor. Não acredito na perfeição. Não acredito na vida adulta. Não acredito no esquecimento. Eu não acredito em notícias, em críticos e analistas. Não acredito em ditados populares. Não acredito em unanimidade, muito menos na maioria. Não acredito em coincidências. Não acredito no ser humano!
A vida é como um ciclo. Cometemos os mesmos erros, oras com as mesmas pessoas, oras com pessoas diferentes e oras com nós mesmos. Mas nada muda. As palavras que saíram de meus dedos em tempos passados voltam a fazer sentido. Acredito que tem uma lição a ser aprendida, que ainda não entendi qual. Não acredito que consiga sozinha. As coisas parecem tão confusas e injustas diante de meus olhos cansados de noites em claro e indecisões intermináveis. Alguém quebrou meus ideais, minhas crenças, minha fé. E até agora ninguém mais foi capaz de me devolver o que me pertenceu. Eu fui roubada. Roubaram meu orgulho, minha força, minha decisão, minha perseverança... minha alma e coração.
Sabe quando... você sente uma saudade absurda de alguém que não vai voltar? E essa pessoa é você! Sinto saudades de mim. Sinto-me tão pequena que em meio a tantas estrelas que brilham todas as noites, quem notaria o meu apagar? Quero minha coragem de volta, quero minha dependência. Sim, a coragem de depender. Eu quero que me escute sem que eu precise gritar. Quero que fale sem me deixar muda. Quero colo, quero mimo. Não quero mais lutar. Quero dar razão para as aparências, uma vez na vida... só pra variar...
*Sozinho - Caetano Veloso*
Nossa, realmente esse texto está muito lindo. profundo e sinto toda a verdade nele (não se digo "infelizmente" ou "felizmente")! haha. beijos ;*
ResponderExcluir**não SEI se digo...
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